25 de fevereiro de 2011
Em terra de caciques o meio ambiente sucumbe!
01:19
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Tive o infortúnio de presenciar um simpósio sobre a política nacional de redução de resíduos sólidos. Sei que é utópico, mas ainda possuo a capacidade de me indignar em face de absurdos.
Vivemos na era aonde defender o meio ambiente é a moda, uma excelente plataforma a seguir para quem almeja algum cargo eletivo, tema perfeito para demonstrar intelectualidade, porém, tudo infinitamente raso.
Não... O tema não é encarado com a seriedade que demanda, e a ridiculez se perpetua no dantesco cenário de destruição.
Não... O tema não é encarado com a seriedade que demanda, e a ridiculez se perpetua no dantesco cenário de destruição.
Lembro-me quando em 2005 realizei uma pesquisa sobre o inventor francês Guy Nègre, e seu magnífico invento: o carro movido a ar-comprimido. Sim, seria uma excelente alternativa ambiental, mas tudo, absolutamente tudo que envolve questões ambientais esbarra n’uma enorme barreira: não é nem um pouco interessante para os sheiks do petróleo, pois inventos como esse mexem diretamente no bolso de gigantes da economia mundial.
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24 de fevereiro de 2011
Entre reformas, salários, farrapos e Heróis
00:30
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Mais uma vez se abriu a lona, acendeu-se as tochas e o grande circo de horrores recebe com riso irônico seus espectadores apáticos.
Esta foi uma semana triste para quem assistiu a quebra de braço entre Senadores para uma conclusão no que tange ao aumento do salário mínimo.
Em fins desta noite foi aprovado o valor final, fixado em quinhentos e quarenta e cinco reais, o menor aumento real desde 2003, quando do início da era Lula.
Passada a campanha eleitoral, fica bem claro que a presidenta Dilma Rousseff tem sim um governo próprio, sua própria base aliada no legislativo e, principalmente, que a sombra de Lula já não mais a acompanha.
É vergonhoso não em si o valor do piso salarial definido na noite de hoje, mas uma série de fatores que envolvem essa questão.
Esta foi uma semana triste para quem assistiu a quebra de braço entre Senadores para uma conclusão no que tange ao aumento do salário mínimo.
Em fins desta noite foi aprovado o valor final, fixado em quinhentos e quarenta e cinco reais, o menor aumento real desde 2003, quando do início da era Lula.
Passada a campanha eleitoral, fica bem claro que a presidenta Dilma Rousseff tem sim um governo próprio, sua própria base aliada no legislativo e, principalmente, que a sombra de Lula já não mais a acompanha.
É vergonhoso não em si o valor do piso salarial definido na noite de hoje, mas uma série de fatores que envolvem essa questão.
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28 de dezembro de 2010
Mais uma Vez Dezembro
16:04
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Mais uma vez dezembro, tempo do cinismo imperante e de plena atividade da mais calhorda corrupção mental, espécie rara de lavagem cerebral, promovida anualmente pelas mais diversas seitas religiosas cristãs e, acima de qualquer cousa, pelo capitalismo, o verme que corrói as cernes frias desse ocidente putrefato.
É o período da celebração da mentira, dos brindes a falsidade humana, da crença desesperada em algum ser superior que recompense os bons e dilacere os maus, a fé na existência de um novo tempo de paz e de felicidade.
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7 de outubro de 2010
O Mundo Que É
16:46
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Que horas eram antes do mundo ser mundo?...
Era esta a pergunta que rondava envolto em nébula minha mente, em sem atinar com resposta coerente, abri as janelas em noite sombria, quase vitoriana, e saltei no abismo de um mundo que está. Está, pois o ser nada é!
Vaguei pelo escuro, sob a cortina funesta e toldada de névoa, quase britânica, e fumaça de charuto. E em cada esquina havia um Tempo, tão real, personificado, com grande ira saltando-lhe em face e em cada mão um machado cortando o Espaço e fazendo rolar as cabeças dos menos desavisados.
Abriu-se, então, uma porta cinzenta e no lugar apertado, boteco de esquina, adentrei e me deparei com a Solidão num canto bebendo um Whisky puro. Na mesa de centro jogavam um carteado a Guerra, a Justiça e a Ilusão.
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27 de setembro de 2010
Crítica da Razão de Existir
21:33
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Pensamos que existimos ou existimos porque existimos? Se pensarmos que pensamos que existimos, na verdade não existiremos, subsistiremos como outros antes de nós subsistiram e nós sequer sabemos, pois como foram meros fragmentos, ou nem isto, não temos conhecimento de sua real existência, desconhecendo seus nomes, suas faces, seus pensamentos. E assim, isso seria o pleno desconhecimento e a plena inexistência.
Por outro lado, se existimos porque pensamos, o pensamento é a própria existência, assim nada existe senão o pensamento. Por estas sendas vemos na historia que sabemos apenas da existência do pensamento. Conhecemos o pensamento de Sócrates, Rousseau, Hobbes e Locke, mas por outro lado desconhecemos a face existencial de fato destes, o lado negro que quando estamos vivos os mais próximos conhecem, as preferências do cotidiano, a forma de olhar por sobre as folhas do outono, por exemplo.
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11 de setembro de 2010
Século XXI
15:03
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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As pessoas nunca deveriam nascer, este é o delito mor do ser humano, ou pelo menos não deveriam nascer nestes tempos modernos.
Hoje vivemos a era do politicamente correto, que de correto é só o termo, nos tornamos frios, calados, cínicos, dissimulados. Evitamos termos pelo temor do preconceito, gerando mais do mesmo, pois o fato de utilizar um termo considerado pejorativo poderá ser até mesmo carinhoso. Pior que isso são os atos que cometemos, o cinismo nos corrói!
Vivemos a era do egoísmo, tão forte se faz presente, que nos esquecemos dos demais entes do mundo ao redor. Pensamos demasiadamente no “eu”. “Eu fiz...”; “Eu falei...”; “Eu tenho...”. A maior pena é termos esquecido o único “eu” que realmente importa: “Eu sou”.
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1 de setembro de 2010
Não Há Nada Mesmo a Comemorar
23:32
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Um dos maiores dilemas de quando se começa a pensar em demasia é a certeza que se origina do pensamento, certeza essa que agimos pouco em face das atrocidades que estão mais próximas, tão próximas que teimamos em não enxergar, por que nos amarra a venda negra, nos cegando, prende um nó na garganta ao ver o asqueroso mundo moderno, e isso nos cala, e aos poucos também nos torna surdos aos gritos de uma nação que já moribunda teima em sobreviver mais um dia. Aí surge o mais desesperante fator, nossa ignorância e nossa inércia. No mundo contemporâneo há uma forma pré-moldada onde todos os “pseudo-cidadãos” devem se encaixar, ainda que não se encaixem, ainda que relutem contra as barbáries dessa sociedade “civilizada” que age de forma bárbara, no pior sentido da expressão.
É degradante o show dramatúrgico de qualidade questionável promovido pelo Horário Eleitoral Gratuito, vemos uma salada mista de frutas e palhaços que pensam ter algum conhecimento jurídico para criar e revogar as leis que assegurarão nossos direitos e engolimos a seco um espetáculo de promessas juridicamente impossíveis e a boa e velha mostra dos milagres operados pelos candidatos, boas e velhas mentiras, mas sem a qualidade das mentiras de antigamente, quando havia tanta convicção nas palavras destes que nós, meros seres pré-moldados, quase acreditávamos.
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- Eduardo Cantos Davö
- Músico, Escritor, Anarquista e estudante de Direito (embora seja paradoxal). Um idealista, em busca do compreendimento das cousas mais banais que nos rodeiam.