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26 de outubro de 2012
A Filha do Caos
17:30
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
|
Era noite de ventania
quando ela nasceu, com olhos côr de coqueiro beira-mar, arqueando-se co’a força
do ar.
Cresceu n’um mundo
cujo espaço já não se dividia, onde tudo se comprava e se vendia. E quando tudo
é capital, até o conhecimento ganha preço, n’um absurdo desprezo do que de fato
o é.
Comprou bem pouco
saber, pagando a varejo, n’um botequim de esquina... Só mais uma mercadoria!
4 de abril de 2012
Da Crítica Pura aos Estados Democráticos
22:50
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Sei que andei distante, mas é bom retornar... Especialmente quando o lapso temporal que de cá me apartou fora útil para observar... Claro que não como fariam os empiristas, pois nada pretendo converter em números!
E aos que, em vão, pensaram que deixaria de atirar flechas contra o Estado que sobre nos se erige como o Leviatã, já bem dissera Hobbes, estão, de certo modo, corretos, pois atirarei agora as pedras que todos carregamos alienados, pedras impostas por este ser inanimado, despersonificado, desarrazoado e ininteligível.
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3 de novembro de 2011
Alvedrio
21:01
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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É o pulsar d’asas doudas dentro de cada um, que nos faz retirar a viseira que nos é imposta... E n’um ruflar, ao som das penas pairando no ar, avista-se os matizes mais belos que cingem este pobre mundo que está.
Aprendi, com esta palavra tetra consonantal e tetra plural, a me atirar nos abismos da mente, dos cumes da vida sem o temor de me desconstruir. E assim, no vagar em que corre o ponteiro, quero desconstruir mitos, as meias verdades adotadas como inteiras...
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10 de julho de 2011
Epifania sobre o Universo - Proposta Dialética
23:27
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Acordei de um sonho, uma epifania... E por um segundo o mundo fez sentido justamente por não ter sentido algum aquilo que vi em mente minha.
Éramos todos iguais, num mundo igual ao nosso, com mesmos velhos retratos, tudo estava em seu perfeito lugar...
E no correr de uma folha ao vento, via a terra do espaço... E me indaguei: O que somos?
E surpreendentemente percebi uma resposta sem nexo, que fazia um bom sentido!
Cada planeta era uma minúscula parte do núcleo de um neurônio, e cada constelação era uma memória de um momento da humanidade, como Hércules com sua espada. E pensando assim, quase sem pensar, cada galáxia formava um neurônio inteiro e juntas formavam um cérebro de um ser fantástico, inimaginável, mas que imaginei. E tudo que conhecemos, desde a minúscula partícula medida em nano até as muralhas da china, da micro bactéria ao ser humano, tudo era mera imaginação dessa grande mente deste ser.
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16 de abril de 2011
A Indelével Característica do Ser
16:51
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Percebi, como se fazia antigamente, antes de medidas absolutas e verdades que nos devem caber, o que de fato é puro e inato da espécie que sou.
Não sei se certo ou errado, apenas constatei, contrariando parcialmente a verdade preestabelecida.
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13 de abril de 2011
Ensaio Sobre a Mente Humana
11:21
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Depois de muito pensar e analisar, sou obrigado a concordar com Rousseau: “O Homem é bom por natureza”. Todavia, a racionalidade deste ser o torna mal por excelência. Isso que se nomeia loucura é a manifestação da racionalidade humana.
Sigmund Freud dividia a mente humana em três partes: Ego (o centro da consciência), Superego (o inconsciente que pondera os desejos do ser) e o ID (uma caixa de pandora instintiva). Entretanto, sou obrigado a discordar, pois com apenas duas divisões se pode compreender o Homem: A Racionalidade e a Irracionalidade.
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29 de março de 2011
Ensaio sobre a palavra
00:37
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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É como um jogo, um brinquedo mental, que do branco papel, bege pergaminho, aos poucos se dá a cor, preenche-se c’oas letras que, sós, são apenas caracteres sem razão e juntas formam palavras ressoando no eco da eterna ilusão!
Apenas palavras, que soltas, nada dizem mais do que a si e, assim, solitárias, egoístas, que soam seu próprio som... Nada são!
Palavras existem em todo canto, é, pois, o invento mor da medíocre humanidade, mas se bem urdidas dão uma liga, formam elos em parágrafos. Parágrafos de palavras feitas de letras que, sem intuito, são só parágrafos de leveza e superficialidade sem um porquê. Dizem nada, gastando o espaço no papel onde poderiam dizer tudo... Ou quase tudo...
Apenas palavras, que soltas, nada dizem mais do que a si e, assim, solitárias, egoístas, que soam seu próprio som... Nada são!
Palavras existem em todo canto, é, pois, o invento mor da medíocre humanidade, mas se bem urdidas dão uma liga, formam elos em parágrafos. Parágrafos de palavras feitas de letras que, sem intuito, são só parágrafos de leveza e superficialidade sem um porquê. Dizem nada, gastando o espaço no papel onde poderiam dizer tudo... Ou quase tudo...
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28 de dezembro de 2010
Mais uma Vez Dezembro
16:04
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Mais uma vez dezembro, tempo do cinismo imperante e de plena atividade da mais calhorda corrupção mental, espécie rara de lavagem cerebral, promovida anualmente pelas mais diversas seitas religiosas cristãs e, acima de qualquer cousa, pelo capitalismo, o verme que corrói as cernes frias desse ocidente putrefato.
É o período da celebração da mentira, dos brindes a falsidade humana, da crença desesperada em algum ser superior que recompense os bons e dilacere os maus, a fé na existência de um novo tempo de paz e de felicidade.
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7 de outubro de 2010
O Mundo Que É
16:46
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
|
Que horas eram antes do mundo ser mundo?...
Era esta a pergunta que rondava envolto em nébula minha mente, em sem atinar com resposta coerente, abri as janelas em noite sombria, quase vitoriana, e saltei no abismo de um mundo que está. Está, pois o ser nada é!
Vaguei pelo escuro, sob a cortina funesta e toldada de névoa, quase britânica, e fumaça de charuto. E em cada esquina havia um Tempo, tão real, personificado, com grande ira saltando-lhe em face e em cada mão um machado cortando o Espaço e fazendo rolar as cabeças dos menos desavisados.
Abriu-se, então, uma porta cinzenta e no lugar apertado, boteco de esquina, adentrei e me deparei com a Solidão num canto bebendo um Whisky puro. Na mesa de centro jogavam um carteado a Guerra, a Justiça e a Ilusão.
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27 de setembro de 2010
Crítica da Razão de Existir
21:33
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Pensamos que existimos ou existimos porque existimos? Se pensarmos que pensamos que existimos, na verdade não existiremos, subsistiremos como outros antes de nós subsistiram e nós sequer sabemos, pois como foram meros fragmentos, ou nem isto, não temos conhecimento de sua real existência, desconhecendo seus nomes, suas faces, seus pensamentos. E assim, isso seria o pleno desconhecimento e a plena inexistência.
Por outro lado, se existimos porque pensamos, o pensamento é a própria existência, assim nada existe senão o pensamento. Por estas sendas vemos na historia que sabemos apenas da existência do pensamento. Conhecemos o pensamento de Sócrates, Rousseau, Hobbes e Locke, mas por outro lado desconhecemos a face existencial de fato destes, o lado negro que quando estamos vivos os mais próximos conhecem, as preferências do cotidiano, a forma de olhar por sobre as folhas do outono, por exemplo.
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10 de março de 2010
Parabola de uma Sociedade Moderna
23:29
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Quando imagino a vida moderna, em suas questões políticas e sociais, vejo que a melhor maneira de exemplificar isso é com as seguintes idéias hipotéticas.
Imaginemos uma democracia onde nada funciona como deveria, onde saúde, educação, segurança e todas as outras condições básicas de um ser humano existem de forma parca. Este lugar hipotético é livre, democrático e sua maioria recrimina as ações dos governantes, ao fim de quatro anos trocam seus governantes, visto que os atuais são insatisfatórios. Na sucessão, assume um ditador, déspota, intransigente e este impõe a essa sociedade uma tenebrosidade feal.
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9 de março de 2010
Um Pouco de Pedro Calderón de La Barca
23:02
| Postado por
Eduardo Cantos Davö
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Dramaturgo e poeta espanhol, Pedro Calderón de La Barca é um dos grandes nomes do Teatro Barroco. Famigerado, principalmente, por sua obra "La Vida és Sueño", na qual lança um olhar sobre os costumes, a religião, o destino do Homem e o mais filosófico dos temas: a própria vida. Entre do drama e a comédia, a obra é impecável e, também por isso, imortal.
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Autor
- Eduardo Cantos Davö
- Músico, Escritor, Anarquista e estudante de Direito (embora seja paradoxal). Um idealista, em busca do compreendimento das cousas mais banais que nos rodeiam.