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4 de abril de 2012
Sei que andei distante, mas é bom retornar... Especialmente quando o lapso temporal que de cá me apartou fora útil para observar... Claro que não como fariam os empiristas, pois nada pretendo converter em números!
E aos que, em vão, pensaram que deixaria de atirar flechas contra o Estado que sobre nos se erige como o Leviatã, já bem dissera Hobbes, estão, de certo modo, corretos, pois atirarei agora as pedras que todos carregamos alienados, pedras impostas por este ser inanimado, despersonificado, desarrazoado e ininteligível.


10 de julho de 2011
Acordei de um sonho, uma epifania... E por um segundo o mundo fez sentido justamente por não ter sentido algum aquilo que vi em mente minha.
Éramos todos iguais, num mundo igual ao nosso, com mesmos velhos retratos, tudo estava em seu perfeito lugar...
E no correr de uma folha ao vento, via a terra do espaço... E me indaguei: O que somos?
E surpreendentemente percebi uma resposta sem nexo, que fazia um bom sentido!
Cada planeta era uma minúscula parte do núcleo de um neurônio, e cada constelação era uma memória de um momento da humanidade, como Hércules com sua espada. E pensando assim, quase sem pensar, cada galáxia formava um neurônio inteiro e juntas formavam um cérebro de um ser fantástico, inimaginável, mas que imaginei. E tudo que conhecemos, desde a minúscula partícula medida em nano até as muralhas da china, da micro bactéria ao ser humano, tudo era mera imaginação dessa grande mente deste ser.

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Músico, Escritor, Anarquista e estudante de Direito (embora seja paradoxal). Um idealista, em busca do compreendimento das cousas mais banais que nos rodeiam.