19 de janeiro de 2013

Quando escrevi o texto "Alvedrio", em novembro de 2011, que o amigo leitor pode relembrar aqui, era o pontapé inicial para o terceiro disco da minha carreira. Com esse título, "Alvedrio", é um disco que sintetiza muito trabalho, a busca pelos melhores acordes, pelos melhores arranjos, pelas melhores canções por mim compostas ao longo desses anos de dedicação plena e quase unilateral à música, sim, pois raramente temos algum reconhecimento quando trabalhamos com arte num país como o Brasil, tão carente...
Nesse ínterim, me aproximei mais, devido ao curso de Direito, das formas de licenciamento de conteúdo cultural, identificando-me muito com o sistema criado por Lawrence Lessig e, como cri neste sistema, resolvi adotar o Creative Commons nesse trabalho.
Penso que o melhor reconhecimento para o longo trabalho de produção desse disco será saber que as pessoas não dependerão do vil capital para adquirir a propriedade de um exemplar seu, lembrando que a propriedade é um instituto quase absoluto – e que todo o absoluto é mui perigoso para a busca de coisas melhores, sequer existindo num plano real, não abstrato legal.
Por estas razões, o novo disco esta logo abaixo, livre para cópia, distribuição, livre utilização para fins pessoais ou comerciais, bem como a criação de obras derivadas, desde que sejam redistribuídos pela mesma licença, isto é, fomentar a cultura e o Creative Commons.
26 de outubro de 2012


Era noite de ventania quando ela nasceu, com olhos côr de coqueiro beira-mar, arqueando-se co’a força do ar.
Cresceu n’um mundo cujo espaço já não se dividia, onde tudo se comprava e se vendia. E quando tudo é capital, até o conhecimento ganha preço, n’um absurdo desprezo do que de fato o é.
Comprou bem pouco saber, pagando a varejo, n’um botequim de esquina... Só mais uma mercadoria!
12 de julho de 2012
Chamem o hospício... Devo estar mesmo louco...
Apesar de ver o mundo caminhando para um abismo, ainda creio que possa haver um freio que nos faça parar e voltar a um trilho que nos leve a algum jardim para que nos sentemos na grama verde, amigos em volta, uma canção de muito tempo... Cabelo ao vento...
11 de julho de 2012
Pois é, amigo leitor, de repente, nas últimas décadas, começamos a viver a era da hipocrisia politicamente correta. Hipocrisia sim! Tudo, pois, não passa de falácia, palavras mudas que, sem ações no plano concreto, apenas gastam o papel que, como tudo é politicamente correto, deverá ser devidamente reciclado, a custos elevadíssimos que posteriormente serão pagos pelo povo, de alguma forma.


26 de junho de 2012
Não quero mal, que nos machuca antes de atingir aos outros, ferindo-lhos também... Nem bem de todo, para que tornemo-nos frouxos... Quero a humanidade, a inconsistência, a instabilidade, a oscilação entre os extremos num médio que faz-nos o que somos. Medíocres, na melhor representação do termo, haja vista que nada é perfeição, por mais que a inventemos tão próxima. E que bom que assim é, com erros, com falhas, que apenas evidenciam a isonomia natural entre os seres.

4 de abril de 2012
Sei que andei distante, mas é bom retornar... Especialmente quando o lapso temporal que de cá me apartou fora útil para observar... Claro que não como fariam os empiristas, pois nada pretendo converter em números!
E aos que, em vão, pensaram que deixaria de atirar flechas contra o Estado que sobre nos se erige como o Leviatã, já bem dissera Hobbes, estão, de certo modo, corretos, pois atirarei agora as pedras que todos carregamos alienados, pedras impostas por este ser inanimado, despersonificado, desarrazoado e ininteligível.


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Músico, Escritor, Anarquista e estudante de Direito (embora seja paradoxal). Um idealista, em busca do compreendimento das cousas mais banais que nos rodeiam.